segunda-feira, 26 de abril de 2010

HannaH

Hoje o Inferno fez as malas e saiu do Passado só para me visitar.
Entrou sem que eu percebesse...
Cutucou-me na cabeça e me acordou de sonhos felizes, que pareciam reais, para que eu lhe fizesse companhia.
Contou-me novidades já sabidas; desconfiadas, que saíam da neblina da Incerteza.
Por depois, foi-se. E mesmo indo, jamais se vai. Sua ausência é uma presença, e sua presença uma dor.
O Passado que teima em se fazer presente, sussurra-me ao ouvido enquanto durmo. Acorda-me com voz de sadismo. Sentado ao pé da cama uma figura disforme que não é um espelho, mas é como se fosse. Com os olhos doentios famintos que me fitam e me dizem sem falar:

-Não adianta se esconder. Não adianta fingir que não existo. Por mais que me esqueça, eu nunca deixarei me esquecer.


JMOTTËR, São Paulo, 26 de Abril de 2010, Segunda-Feira

5 comentários:

gustavo "beccaria" ferreira disse...

Nobre, marcante poema, interessante estilo, bom ver, melhor ler, a trilha que está seguindo.
Forte abraço sempre

Minni Mary disse...

Eu tenho medo da Hannah...

Andrea disse...

Agora eu entendi o que aconteceu comigo no sábado....

Victoriana.Leonora disse...

Meio redondo demais!
Mas eu gostei; na verdade, acho que gostei mais da imagem do que do poema em si. O que é complicado admitir, pq ele me influenciou bastante.

Se bem que eu não sou uma boa crítica de poema/prosa! =)

Parabéns!

Ricardo F disse...

OW JULIANO...
É PARCEIRO
É BOM JOGADOR
É DE GRUPO
ENTROU BEM
MAS DÁ UMA SEGURADINHA AÍ VAI!