segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

À minha linda Squilindra

Se lhe escrevo é porque já foi escrito. Cravado na eternidade. Em mim. Perdoe-me se lhe apareço megalomaníaco; pois, assim é que se apresentam sentimentos. Escrevo-lhe poemas em segredo que serão de toda humanidade. Por hora seu. Para sempre seu. Escrevo-lhe porque é a você que amo. Amei. Amarei. E a toda humanidade resta saber disso. Já que ainda saibam. Que meu amor não coube em mim e transcendeu todo meu ser. Todo o mundo. Todo o Universo. Tudo que está a por nos saber. Todo o meu tempo. Que fui o tolo. Que fui amado como ninguém foi. E Será. Que fui feliz e dispensei. Que fui triste, e em se ser triste não basta se dispensar. Sou um gênio ao lhe escrever. Resta a todos saberem disso. Saberão e terei toda a razão. Saberão de que se trata da melhor dama que já existiu. Embriagado de orgulho e ébrio com outras coisas mais. Amo. Amo. Amo. E me queima amar-lhe. Quero ser teu por toda minha vida. Por todo o tempo por depois de minha vida. Do que sou. Do que fui. Do que serei. Quero que saibam que a amei mais do que qualquer um puder saber. Mais do que qualquer palavra nesta ou noutra língua escrita. Mais que qualquer sentimento de qualquer humanidade ou Deus. Quero que seja de toda humanidade minha febre por você. Meu desejo benevolente por seu amor. E minha ira contra tudo que lhe afasta de mim.

Posso derramar dezenas, infinitas palavras por sobre aqui. Sobre a humanidade. Sobre a eternidade e para além dela. Posso descrever, ainda que sem exatidão, da maneira mais bela que me foi concedido descrever. Da maneira mais bela que chegará aos olhos e peitos dos homens. Querendo apenas que chegue a você. Agradeço e amo Deus por isso. Isto. Por poder representar um tanto disso a você. Sou o que posso bem descrever, escrever. Mas não o que pode viver tudo que lhe digo. Ainda que sem ilusão. Em febre: de que me vale uma vida ? A sua me bastaria. Viveria... Solto coisas abstratas de algo invisível. A coisa menos invisível do mundo. Palavras em orações. Orações coordenadas subordinadas a você. Orações descornadas a você e Cristo e toda a humanidade e tudo que possa em verdade, fé, magia ou superstição lhe trazer para mim. Ainda que não leia. Que ninguém leia. Estes símbolos. Letras construindo palavras. Palavras construindo orações. Orações dando em parágrafos. Parágrafos num texto. Eu em mim, mim num texto...Tentativa pífia de reconstituir um estado de espírito aos olhos dos que lêem se se deparassem com o invisível dentro de mim... O que tenho dentro de mim por você vale mais do que todos os símbolos, textos, estados de espíritos, sentimentos, palavras, evangelhos...Mais do que eu, do que o mundo, o Universo, Deus , o indefinido, outro Deus e o infinito...Só não vale mais do que você. Dizer que te amo fere meus ouvidos. Isto não é amor. É uma febre. É uma doença garrada. Dizer que te amo é gritar de dor. E um se estar surdo com o próprio grito e continuar a ouví-lo. Eu próprio sou. E mais do que isso. Mais do que tudo que possa existir. E ser escrito. E ser escutado. E ser berrado.
Maceió, 20 de Janeiro de 2009, Terça-Feira

4 comentários:

barbara disse...

Abadonou mesmo neh?! Beijo, branquelo! =*

Mariana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Aline ★ disse...

Ju, vc eh mto bom nisso, curti!
bjao da nordi

Minni Mary disse...

C'est magnifique mon ami !
Tu me manques !
Vous a été très spécial !

Zuk maite dut, maite espero duzu maitasuna eta ...

Baiser