quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Sobre os folhetins

O porquê.

Venho através de meu escrito anunciar, como defino, uma humilde ambição pessoal. Publicarei folhetins neste blog. De maneira tal a construir um enredo, particionado, que envolava os leitores. Tal como os folhetins em certa época foram lançados, em partes, nos jornais. E de uma maneira, tentarei, terminar cada cena, cada capítulo, deixando um certo suspense, para que o leitor a leia, e fique curioso sobre o desenvolver da trama, retornando nos dias susequentes para saber o desenrolar da história. Bem como sabemos, para que tal se efetive, terei de ter qualidade em meus textos, além de paciência, engajamento e criativadade nas produções, virtudes as quais, inclusive eu, duvide que as tenha na medida suficiente para concluir o projeto da maneiro como pretendo. Terei que manter o suspense e o enredo, fato que jamais tentei, portanto não sei se consigo. Mesmo com tal pretensão, tentarei não cair em suspenses forçados, como muito se vê em produções de mal gosto. A máxima : "pretendo agradar mais a mim mesmo do que aos outros", embora seja um grande clichê, aplica-se de bom grado em minha ambição nos folhetins. Mesmo que, como todos, esteja desejando a elogios e aprovações dos que me avaliarão, mesmo que seja de forma levemente despretensiosa tal avaliação, e mesmo que seja um número bem próximo a zero os que irão acompanhar as publicações dos folhetins.


Sobre a história.

Muita gente deve ter pensado naqueles clichês Românticos quando falei em publicar a novela em folhetins. Mas, minha história não terá semelhança alguma com tais obras, a não ser o fato de ser publicada por partes. Escreverei sobre outro clichê: alguém perdido em um mundo que não seja o seu, querendo volver à casa. Evidentemente, a história será puramente de ficção, sobre um tema, o qual já citei, abordado em seriados de suceso como Lost e Caverna do Dagrão. Esse último sendo de assumida influência sobre à minha narração, muito devido ao impacto que o desenho causou sobre minha geração, além das infinitas possibilidades de se fazer histórias com o assunto que ele aborda. Quem me conhece, sabe que nunca fui fanático por aventuras e ficções como essa, que muito mais me agradam poemas e histórias palatáveis, cheios de realidade, melancolia e carga emotiva, como você podem observar pelos outros textos de minha autoria já publicados nesse mesmo blog. Então, o que me levou a escrever sobre aventuras? Penso que não teria recursos para escrever sobre algo mais denso, a modo de produzir no leitor a gana de ler a história até o fim. Além de, infelizmente, para muitos, ser bastante mais atrativa e divertida uma história com ação e ficção, ao invés de monólogos sobre a realidade.